Minha história 2: “A nuvem negra”

Tania Rubim

Minha história 2: “A nuvem negra”

Eu estava crescendo, cheguei na minha adolescência! Era uma nova fase, penso que nesse momento ficamos mais curiosas e reparamos mais em tudo à nossa volta! E eu não era diferente, comecei a reparar no meu corpo e a vê-lo com maus olhos.

De repente já não queria usar saias, shorts, blusinhas de alça, nada que mostrasse meu corpo. Eu era muito magrinha e comecei a me comparar com as outras meninas da minha idade, que tinham um corpo mais “desenvolvido” e isso me trouxe complexos. Sim amigas, o meu arqui-inimigo da adolescência foram os complexos da minha aparência.

Não importava se me diziam que meus olhos eram lindos e expressivos, meu sorriso encantador ou meu cabelo cheio e forte. Isso aos meus ouvidos eram apenas “peças soltas” que não faziam a menor diferença num todo! Eu pensava que minha família falava para me agradar, que não estavam sendo sinceros.

Comecei a dar trabalho para me vestir, não queria usar certas roupas que minha mãe achava que eu deveria usar, eu simplesmente queria esconder o que achava feio. Me lembro de ser vaidosa, eu gostava de comprar roupa, mas sempre com esses cuidados. Nada de pernas e clavículas à mostra! Para quê mostrar meu joelho “torto” (não era), ou minha clavícula saliente? Era assim que eu falava! O jeito que me via não era nada bom!

Para agravar a situação meu primo me dizia “Olivia palito” e uma amiga de minha irmã dizia que eu tinha “olhos de sapo” por serem grandes, kkkkkk. Hoje eu rio, mas na época chorava rsrsr. Como é triste ser insegura!

Imaginem que até pensava que nunca iria casar, pois que menino olharia para mim?

Como se não bastasse ser insegura, agora eu era também uma menina complexada e tímida. Um problema traz o outro. Não gostava de estar em evidencia, não queria ser o centro das atenções, não queria que todos me olhassem em conjunto. O sonho de muitas meninas em ser popular, estava longe de ser o meu!

Embora gostasse de participar de todas as atividades eu não queria chamar a atenção.

Isso foi como um fardo que carreguei em minha adolescência, não há nada pior do que você não se sentir bem consigo mesma, não se amar nem se valorizar.

Sentir-se inferior às demais jovens era um sentimento que realmente eu não queria ter, mas ele estava lá, todos os dias ele estava lá. E todos os dias eu estava no meu casulo.

Mas aos meus 15 anos algo inesperado aconteceu! Espere para saber no próximo post! Segurem a curiosidade!!!

Hoje eu fico pensando como o diabo trabalha de forma sorrateira na mente das jovens para tê-las baixo o domínio do mal, oprimidas e infelizes. E como amigos e familiares devem ter cuidado com as palavras ditas, pois não têm ideia como elas vão influenciar o comportamento da jovem e o que ela pensa a seu respeito.

E você tem ou já teve esses conflitos interiores? Hoje começa o Jejum de Daniel, grande oportunidade para você receber o Espirito Santo e ver-se livre de todos esses sentimentos e pensamentos que a aprisionam.

Aproveitem a oportunidade!

Leia aqui o post anterior.

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Autora do livro "Escolhida para o Altar". Faço a obra de Deus no Altar por 20 anos, espero através do blog ajudá-las, dividindo com vocês experiências e aprendizados.


Comments (10)
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    Carol b Aug 14 2017 - 5:33 am Reply

    Os conflitos interiores são tremendas guerras que cada um tem a lugar só com a ajuda de Deus.sao muito subtis , lembro-me de as vezes achar me burra, incapaz enfim ect.ate q li a bíblia a mulher sábia , então apartir desse momento devido somente adjectivar me como sabia,vinham aqueles pensamentos todos contra mi!, E eu dentro de mim dizia ,eu sou uma mulher sábia !eu sou sabia ! Eu sou uma fonte a jorrar águas vivas!assim dia a dia fui através da palavra de Deus sobrepor novos pensamentos sobre mim!está escrito está escrito ,dizia me a mim para combater todos os pensamentos antigos!
    Até amanhã é um beijinho para si e para a sua mana Cátia que tb está muita linda mas fotos!

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    Carol Aug 14 2017 - 8:31 am Reply

    Já passei por situações parecidas dona Tânia, eu me comparava muito com as meninas a meu redor, sempre me achava a incapaz, a menor, mas eu nunca demonstrei isso, sempre vivi com um sorriso no rosto e nunca falei pra elas desse complexo meu, até que um dia não aguentando mais comecei a chorar, pedi ajuda, pois estava me fazendo muivo muito mal, hoje posso dizer que me libertei disso rs, independente de quem esteja comigo, eu aprendi a me valorizar e enxergar as minhas qualidades, todas temos uma beleza individual e temos que valorizar isso.

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    Carla Bruno Aug 14 2017 - 8:35 am Reply

    Muito bom!!! Vou estar acompanhando sempre …

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    Ester Aug 14 2017 - 9:39 am Reply

    Olá Dn. Tânia, em minha adolescência também tive muitos conflitos, costumo dizer para as pessoas que minha maior luta foi em meu interior por conta de meus complexos. Eu chegava a chorar de soluçar por me achar feia. Foi uma guerra rsrs, pois como me aceitar se em minha volta tudo que eu via era completamente o oposto de mim? (Isso tudo aconteceu comigo dentro da igreja). Eu tentei me encaixar em vários tipos de grupos de pessoas na escola, me vestia e andava como eles, mas eu nunca conseguia me preencher com tudo aquilo, muito pelo contrário, sempre havia alguém “melhor que eu”, alguma menina ” mais bonita”. Quando mais crescida, a sede pelo Espírito Santo ardia em mim, mas algo me impedia de O recebe-Lo, eu não entendia o que era, pois eu estava fazendo tudo certo, mad apenas uma coisa não estava bem em mim, que era o meu amor próprio. Somente quando eu passei a me valorizar o Espirito Santo pode fazer a obra dEle em mim. Ele fez com que eu enxergasse a beleza que existia em meu interior, pois que privilégio tenho eu de tê-lo dentro de mim.

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    Fernanda Santos Aug 14 2017 - 5:19 pm Reply

    Muito legal …
    Meus complexos da adolescencia foram por conta da condição financeira.
    Eu andava sempre com roupas doadas, meu pai comprava um tênis por ano pra ir para a escola, e se rasgasse? Enchia de cola de sapato e usava até acabar …
    Eu era muito “zoada” por ter uma orelhinha grande rsrs, pela condição financeira e por ser muito tímida, e isso acarretou em bullyng na escola. Eu chorava muito ,pois, era excluída dos grupos, os colegas de classe até xingavam pelo fato de eu tirar notas boas …
    Pra me adequar, comecei a ser como eles, e acabei entrando no meio das bagunças e comecei a ir muito mau na escola, sempre passava de ano raspando …
    Mas após ter conhecido o mundo, encontrei Jesus, foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida <3

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    Joana Aug 15 2017 - 9:34 am Reply

    Boa Tarde, me identifico muito. Minha adolescência foi bem parecida. Ao receber o Espírito Santo me libertei e passei a crer mais no meu valor e entender o quanto Deus me amava, mas mesmo assim sempre tive uma personalidade tímida, fechada e que me impedia de ser mais usada por Deus, mesmo com o Espírito Santo! Graças a Deus Ele me fez enxergar isso e passei a detectar todas as raízes do passado que existiam, inseguranças que me faziam ser assim e passei a lutar contra elas. Hoje, estou totalmente diferente. Não que não sinta timidez, que não surjam pensamentos mas hoje eu venço pois Ele está comigo.

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    Milena Costa Venceslau Aug 15 2017 - 11:21 am Reply

    Olá Dna. Tania passei por isso também, no meu caso eu era gordinha sempre me rejeitava e me achava inferior a todas da escola.Mas quando eu recebi o Espírito Santo tudo mudou, ao entrar para o grupo do Godllywood descobri meu verdadeiro valor. Amo cada posts da senhora <3

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    Brenda Aug 15 2017 - 10:23 pm Reply

    Nossa lendo esse post eu consigo ver ou melhor me esaminar e ver que muitas coisas que passei acarretou em que sou hoje e que tudo isso são minhas raízes, passei toda a minha adolescência liderando um grupo de teatro no colégio para me sentir aceita por todos e como eu me sentia a melhor pessoa ao receber os aplausos, porque pelo menos por alguns minutos eles não estava me “abusando”.. Nunca tinha visto isso dessa forma.. Obrigado Dn.Tânia os Post estão me ajudando muito.

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    Vitória Mendes Sep 19 2017 - 7:42 am Reply

    Comecei a ler agora a série, e poxa, estou me identificando bastante! Me lembro de ser muito magrinha e franzina na infância, por conta de ter uma anemia muito forte e não gostar de comer. E para ajudar ainda haviam familiares que me chamavam de “saquinho de ossos”!

    Por volta dos meus 8/9 anos, fui diagnosticada com uma doença chamada toxocaríase, e para combater tomei muitos remédios que me fizeram inchar para chuchu. A mudança foi drástica, e obviamente perceptível, fazendo todos comentarem. Não eram nem comentários maldosos, mas tomei cada um deles como crítica, e os transformei em complexos, pensando que estava gorda! Parei de comer, jogava comida fora quando não estavam olhando, tentei provocar vômito várias vezes. Pra piorar minha situação, meus pais estavam tendo muitos problemas com infidelidade no casamento, e meu corpo estava começando a entrar na puberdade, me deixando mais larguinha como todas as mulheres da minha família. Era uma avalanche de conflitos, e eu estava bem ali poder fazer nada! Até que resolvi dar ouvidos para tudo que escutava na IURD (sim, sou da Universal desde o nascimento, mas eu e minha família nunca fomos de Jesus de verdade. Foram anos esquentando banco…), e lembrei de que apesar de tudo aquilo, existe um Deus que sempre está pronto pra me ajudar, cuidar de mim, e acima de tudo, que me ama como eu sou, seja magrinha, seja inchada, ou seja gordinha. Hoje eu sou saudável, e sou expert em amor próprio rsrs… Procuro cuidar bem do meu corpo que é templo do Espírito Santo, e estou feliz, sempre buscando a força e base nesse Deus.

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    Andreia Galde Sep 29 2017 - 10:14 pm Reply

    Eu era o contrário era muito prepotente e muito arrogante e muito mais orgulhosa e Não ficava um dia sem receber elogias, lembro que na escola algumas amigas não me chamavam para festas porque diziam que eu iria chamar toda a atenção porque tinha um corpo que chamava muito atenção e sempre gostei de me vestir bem, um moderno e chic mais as vezes esponado dependia do dia e ocasião. Eu ia na igreja mais na época não era convertida.

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